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Apesar da criatividade e diversidade com que o Art Déco
se apresenta no Brasil, poucas e tímidas são suas
aparições na bibliografia.
Mais raras ainda, caso existam, seriam as páginas dedicadas
ao Art Déco brasileiro do Nordeste. A própria
afirmação da existência de um Art Déco
nordestino oscila entre a negação e a indiferença
entre acadêmicos e arquitetos, como comprovamos nestes anos.
A polêmica se daria no plano da pobreza estilística
e material em relação ao Art Déco europeu
e norte-americano.
Em meio às mudanças economicas de entre guerras, 1930
encontra o Brasil urbanizando seus lucros agrícolas e mercantís.
Sem idade nem riqueza para ter vivido algo como o Barroco Mineiro
ou o Neo-clássico Paraense, outras cidades encontram no Modernismo
a estética adequada aos novos tempos que o pós-guerra
vem a confirmar.
O cinema americano exporta a estética dos cenários
e dos balneários da moda. Edificios públicos, empresas,
cinemas, residências burguesas e as de menor renda reproduzem,
cada um à sua maneira , o racionalismo geométrico
do Modernismo e o glamour de Hollywood e Miami.
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